sábado, 27 de novembro de 2010

SwEEt 'n seXy

Desconhecia o percurso musical (e outros) da Vanessa Paradis.
Para ser sincera até ter visto, recentemente, na festa do cinema francês o filme "L'arnacoeur" pouco ou nada sabia além do seu nome... nem tão pco que é ela a mulher de um dos meus actores preferidos [J.Depp]...
Uma coisa levou a outra e fui descortinando alguns factos sobre esta bela de 'sorriso irrepetível', para alguns estranho, para outros sexy.. A relatividade e oscilação do gosto deixo para um outro post :)
Entre outras coisas, descobri a 'la la la song' :) que me prendeu o ouvido assim logo de inicio :)
Gostava de ve-la, juntamente c o Jonny Depp numa das fantásticas produções do Sir Tim Burton. Acho que ela tem uma fisionomia espectacular para o universo fantástico e 'twisted' deste senhor :) a estrutura óssea do rosto dela, mesmo na forma mais natural (sem maquilhagem, etc) remete-me para o mundo dos filmes dele. Acho que daria uma mistura explosivamente BOA estes três juntos. WHO KNOW'S...............

Por agora fico-me por aqui ao som de 'la la la song' :) BOM FIM DE SEMANA!!!

domingo, 21 de novembro de 2010

# O filMe dO desassOssegO, de jOãO bOtelhO

desassossego (ê)
s. m.
1. Inquietação.
2. Perturbação de ânimo.


[nOta dO realizadOr]:
O Livro do Desassossego, “composto” por um misterioso e modesto ajudante de guarda-livros de nome Bernardo Soares, inventado por Fernando Pessoa, está traduzido em 37 idiomas e espalhado pelo mundo inteiro. É o livro mais lido e divulgado do poeta, essa labiríntica e inigualável aventura literária. “A minha pátria é a língua portuguesa”, esta frase do Livro do Desassossego que é “a nossa maior invenção desde as Descobertas”, como afirmou Eduardo Lourenço, levou-me a enfrentar este mar de textos transformado numa obra universalmente conhecida, armadilha de um génio, puzzle perfeito porque não tem fim e genial porque todas as soluções são diferentes e nenhuma é definitiva. “É impossível filmar o Livro do Desassossego”, diziam-me todos. “Talvez”, disse eu, mas a partir de um texto que não tem tempo e não tem igual, foi-me possível criar um Filme do Desassossego (que não pretende ser o livro, outra coisa é o cinema, que não arte literária!) não em nome da experimentação ou da artística diletância, mas em nome do cinema que eu amo acima de tudo, e da língua, que é também a minha pátria. Há no Livro do Desassossego dois pequenos e preciosos textos que foram decisivos para estruturar o filme e o modo de filmar.

Um sobre a autonomia grandiosa do som dos textos que, quando são lidos em voz alta ou voz baixa, se elevam muito para cima do seu criador, tornando a escrita maior que o sujeito que a criou; e, outro, sobre a noção de tempo, a sua distorção, ideias que se ajustam na perfeição à noção do tempo cinematográfico. Há ainda uma pequena frase maravilhosa sobre a luz: “A mesma luz que ilumina a face dos santos e os sapatos do homem comum.” Não foi preciso mais nada para eu ficar contente. Alcançar o grão da voz, encontrar os ritmos de música verdadeira e grandiosa dos fragmentos do livro. Leiam-no em voz alta ou voz baixa, como diz Pessoa. O aperto que sentem no peito não é de gloriosa felicidade? Os olhos não ficam rasos de lágrimas e o cérebro efervescente? Distorcer o tempo e as imagens, pôr em causa o modo de as ver (utilização de diferentes velocidades, ralentis, acelerações e até lentes anamórficas, embaciadas, desfocadas) pintar o espaço com cores excessivas, não realistas, mas também fazê-las esmorecer, quase desaparecer, chegar aos tons secos, e até à pureza da gama de cinzentos, do preto e do branco. Bernardo Soares, um homem con- temporâneo, de aspecto normal, indecifrável do comum dos mortais, mas com a angústia e o tédio desespe- rado de um funcionário modesto, e Lisboa uma cidade misteriosa, labiríntica e profunda, de inquestionável beleza e luminosidade. “Oh, Lisboa meu lar!” Todos os outros personagens e todos os incidentes que os envolvem são, na vertigem dos sons das frases que os fazem existir, parte do desassossego do ano 2010 da nossa era.


JOÃO BOTELHO • Setembro de 2010



Hora
Sexta-feira, 26 de Novembro · 21:30 - 23:30

LocalUniversidade - Grande Auditório de Gambelas

Criado por

P.S. # ESTE VOU FAZER DE TUDO PARA NÃO PERDER!!! :)




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adorei, e vou partilhar..

Uma vez mais a sabedoria do 'nosso' Pessoa, completamente intemporal e sábiamente sábio...

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia! E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

So true ...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

11ª Festa do Cinema Francês | "Formidable!!"

Infelizmente só tive oportunidade de ver dois (dos vários) filmes que gostaria de ter visto..
Mas deliciei-me com os que vi :) e ri muito também :)

Se tiverem oportunidade, não deixem de ver!!

"Le petit Nicolas"


" L'arnacoeur " _ c/ Vanessa Paradis

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Eis que o Outono nos veio visitar...

Este foi o mote para um serão muito bem passado... uma excelente forma de terminar a estação.
Uma noite excelente, boa companhia, comida e bebida, conversas descomprometidas :) velas a ilustrar os momentos e a noite agradável que se compôs... Sem saber foi mesmo uma despedida... o anunciar de boas e felizes novidades! .. uma celebração da amizade :)
Amanheceu...
Hoje o Outono veio como que beijar-nos a testa... e brindar-nos com a sua presença. Pontual e mais decicido do que nos tem vindo a habituar nos últimos anos. Pareceu-me cedo para ele chegar, ainda não me sinto preparada para deixar o verão ir embora... queria só mais umas semaninhas de calor...
Por outro lado, o outono tem algo de acolhedor e misterioso :) .. o cheirinho a terra molhada que a mãe tanto gosta! .. o cheirinho a castanha assada, acompanhada pelo friosinho que nos gela a cara.. a baixa pombalina :) sinto tantas saudades tuas nesta altura do ano....... Tudo parece coberto por uma certa nostalgia nesta altura, e com ela um pouco de saudade.. que confortamos no aconchego de um dia de chuva, por entre os lençois.

Foi uma boa despedida...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Caramel [Sukkar Banat]

Adorei este filme.. a banda sonora, as cores, as histórias...

Esta é sem dúvida uma das minhas cenas preferidas. Youssef, o policia da zona onde Layale tem o seu cabeleireiro observa-a do café, do outro lado da rua, enquanto esta olha a a rua pela janela do seu salão 'si belle' e fala ao telefone... Ao observa-la imagina que é com ele que Layale conversa e diz-lhe (secretamente) o qto gosta dela...
Lindo e cheio de ternura este momento :)

Premiado no Festival de Cannes 2007
A protagonista Nadine Labaki (Layale) exibe a sua estreia, não só como actriz, mas também como realizadora.

Se tiverem oportunidade :) vejam. Penso ser uma excelente sugestão para a chegada do Outono!

Nice & Sweet :)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Saudade, nostalgia, serenidade ...

Não consigo deixar de ouvir, e ouvir, e ouvir, e (re)ouvir esta música nos últimos dias :)
É tão linda! .. a voz, o instrumental... captam-me todos os sentidos, e tudo pára nos minutos em que ela se manifesta :)
Como toda a gente, cresci com algumas lembranças, e na banda sonora da minha infância Rao Kyao foi uma delas :) Lembro-me que era dos meus preferidos e cá em casa ainda moram vinis deste ilustre senhor.
Nesta música reúnem-se um dos 'sons' da minha infância, a 'música da saudade' (fado)... e a serenidade da voz da Carminho.
Saudade, nostalgia e serenidade...

Qdo o dia chega ao fim ... "a noite gosta de mim"

Dia 24 espero poder ouvir-te ao vivo e a cores :) e arrepiar-me com esta (e outras) melodia(s)...

Espero que gostem (quase) tanto quanto eu...