domingo, 2 de janeiro de 2011

i could just use ONE wish :)

eQuilíbrio

s. m.

1. Estado de um corpo que se mantém, ainda que solicitado ou impelido por forças opostas.

2. Mecân. Igualdade das forças de dois corpos que obram um contra o outro.

3. Fig. Igualdade.

4. Boa inteligência, harmonia (dentro de um partido,

entre partidos diferentes, entre nações, etc.).


perder o equilíbrio: cair.


É habitual que, no final de cada ano (mesmo que inconscientemente), façamos uma retrospectiva dos 12 meses que deixamos para trás... coisas que deixamos por fazer, outras que não correram como planeado, outras que até correram melhor do que estávamos à espera... outras que simplesmente ficaram de patas para o ar e mudaram completamente o rumo da nossa história.

Faz parte. Passamos grande parte do tempo a planear e a querer ter controle da nossa vida e dos próximos passos que iremos dar, num futuro que ninguém conhece.

Hoje penso que isso não é realmente importante, nem fundamental. Nc teremos controle sobre a nossa vida e as coisas, mto provavelmente, nunca correrão como planeámos!! (as probabilidades são realmente mínimas..) Parece-me sim importante ganhar essa consciência e a capacidade de ser flexível ao ponto de conseguir adaptar-me aos, mais que certos, imprevistos e aos ajustes que temos (quase sempre) que fazer à medida que a vida acontece...

Vivemos presos ao passado, demasiado preocupados com o futuro...

Esquecemo-nos que, no meio desses dois universos surreais, está o mais importante de tudo, e o que de facto é real e plausível de ser vivido - O Presente. Este sim existe e faz toda a diferença. Não 'beber' desse momento que é o agora, é sim assustador, um puro desperdício do nosso tempo (que tem fim)...

Não é fácil viver apenas no 'agora' mas vale a pena.. quando o conseguimos compreendemos o qto a vida é mais plena e quão inútil é 'aprisionarmo-nos' no que foi ou poderá ser...

Tudo acontece na altura certa. O nosso papel é só mesmo disfrutar desta aventura e privilégio que é a vida!!

Por tudo isto, e por tudo aquilo que a vida me mostrou nos poucos e humildes anos da minha existência:

Desejos; 'wish lists'; bens materiais; planos para os próximos 12 meses....

Nada disso faz sentido para mim hoje... A vida é demasiado curta e imprevisível para tudo isso...

Num piscar de olhos tudo muda; acaba; começa; acontece...

Tenho sim objectivos e metas a alcançar.

Sei o que quero e o que não quero, e o que é realmente importante para mim. Como e quando vou lá chegar não importa. O único plano que tracei foi deixar a vida acontecer, viver um dia de cada vez.. tentar atingir o equilíbrio de todas as coisas. Quando isso acontecer :) tudo estará onde deve estar. Não importa se a forma como lá cheguei foi a que eu tinha 'planeado' :) o que importa é chegar. Aceitar isto é ser verdadeiramente livre e abraçar a serenidade... é compreender a inutilidade do sofrimento e permitir-se simplesmente viver!


BOM ANO !!!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ever thine, ever mine, ever ours

Uma história de amor que já percorreu o globo, não é novidade para ngm..
O Mr. Big e Carrie Bradshaw, aparentemente um amor impossível e cheio de desencontros...
Uma das cenas mais carismáticas desta história, foi a que Carrie lê um poema para Big, nas vésperas do casamento de ambos. Esse poema é um excerto de uma carta de amor escrita por Beethoven.
Existem 3 cartas que Beethoven escreveu ao seu amor secreto. A terceira delas é a que Carrie lê para o Mr. Big.. [a última parte do poema mais precisamente].

Simples e delicioso este excerto...


" Be calm, only by a clam consideration of our existence
can we achieve our purpose to live together

Be calm

love me

Today

Yesterday

what tearful longings for you

You

You

my life

my all

farewell

Oh continue to love me

never misjudge the most faithful heart of your beloved

Ever thine, ever mine, ever ours" .

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

iDaDe paRa sEr fEliZ ...

"Existe somente uma idade para a sermos felizes, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realiza-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para nos encontrarmos com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fases douradas em que podemos criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestirmo-nos com todas as cores e experimentar todos os sabores, entregarmo-nos a todos os amores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que enfrentamos com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes forem precisas. Essa idade tão fugaz na nossa vida chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa."
(Mário Quintana)


Não podia concordar mais com cada palavra...
Nem sp é fácil aplicar, mas o importante (penso) é não me esquecer!!! :)

bOm feRiadO!!!

sábado, 27 de novembro de 2010

SwEEt 'n seXy

Desconhecia o percurso musical (e outros) da Vanessa Paradis.
Para ser sincera até ter visto, recentemente, na festa do cinema francês o filme "L'arnacoeur" pouco ou nada sabia além do seu nome... nem tão pco que é ela a mulher de um dos meus actores preferidos [J.Depp]...
Uma coisa levou a outra e fui descortinando alguns factos sobre esta bela de 'sorriso irrepetível', para alguns estranho, para outros sexy.. A relatividade e oscilação do gosto deixo para um outro post :)
Entre outras coisas, descobri a 'la la la song' :) que me prendeu o ouvido assim logo de inicio :)
Gostava de ve-la, juntamente c o Jonny Depp numa das fantásticas produções do Sir Tim Burton. Acho que ela tem uma fisionomia espectacular para o universo fantástico e 'twisted' deste senhor :) a estrutura óssea do rosto dela, mesmo na forma mais natural (sem maquilhagem, etc) remete-me para o mundo dos filmes dele. Acho que daria uma mistura explosivamente BOA estes três juntos. WHO KNOW'S...............

Por agora fico-me por aqui ao som de 'la la la song' :) BOM FIM DE SEMANA!!!

domingo, 21 de novembro de 2010

# O filMe dO desassOssegO, de jOãO bOtelhO

desassossego (ê)
s. m.
1. Inquietação.
2. Perturbação de ânimo.


[nOta dO realizadOr]:
O Livro do Desassossego, “composto” por um misterioso e modesto ajudante de guarda-livros de nome Bernardo Soares, inventado por Fernando Pessoa, está traduzido em 37 idiomas e espalhado pelo mundo inteiro. É o livro mais lido e divulgado do poeta, essa labiríntica e inigualável aventura literária. “A minha pátria é a língua portuguesa”, esta frase do Livro do Desassossego que é “a nossa maior invenção desde as Descobertas”, como afirmou Eduardo Lourenço, levou-me a enfrentar este mar de textos transformado numa obra universalmente conhecida, armadilha de um génio, puzzle perfeito porque não tem fim e genial porque todas as soluções são diferentes e nenhuma é definitiva. “É impossível filmar o Livro do Desassossego”, diziam-me todos. “Talvez”, disse eu, mas a partir de um texto que não tem tempo e não tem igual, foi-me possível criar um Filme do Desassossego (que não pretende ser o livro, outra coisa é o cinema, que não arte literária!) não em nome da experimentação ou da artística diletância, mas em nome do cinema que eu amo acima de tudo, e da língua, que é também a minha pátria. Há no Livro do Desassossego dois pequenos e preciosos textos que foram decisivos para estruturar o filme e o modo de filmar.

Um sobre a autonomia grandiosa do som dos textos que, quando são lidos em voz alta ou voz baixa, se elevam muito para cima do seu criador, tornando a escrita maior que o sujeito que a criou; e, outro, sobre a noção de tempo, a sua distorção, ideias que se ajustam na perfeição à noção do tempo cinematográfico. Há ainda uma pequena frase maravilhosa sobre a luz: “A mesma luz que ilumina a face dos santos e os sapatos do homem comum.” Não foi preciso mais nada para eu ficar contente. Alcançar o grão da voz, encontrar os ritmos de música verdadeira e grandiosa dos fragmentos do livro. Leiam-no em voz alta ou voz baixa, como diz Pessoa. O aperto que sentem no peito não é de gloriosa felicidade? Os olhos não ficam rasos de lágrimas e o cérebro efervescente? Distorcer o tempo e as imagens, pôr em causa o modo de as ver (utilização de diferentes velocidades, ralentis, acelerações e até lentes anamórficas, embaciadas, desfocadas) pintar o espaço com cores excessivas, não realistas, mas também fazê-las esmorecer, quase desaparecer, chegar aos tons secos, e até à pureza da gama de cinzentos, do preto e do branco. Bernardo Soares, um homem con- temporâneo, de aspecto normal, indecifrável do comum dos mortais, mas com a angústia e o tédio desespe- rado de um funcionário modesto, e Lisboa uma cidade misteriosa, labiríntica e profunda, de inquestionável beleza e luminosidade. “Oh, Lisboa meu lar!” Todos os outros personagens e todos os incidentes que os envolvem são, na vertigem dos sons das frases que os fazem existir, parte do desassossego do ano 2010 da nossa era.


JOÃO BOTELHO • Setembro de 2010



Hora
Sexta-feira, 26 de Novembro · 21:30 - 23:30

LocalUniversidade - Grande Auditório de Gambelas

Criado por

P.S. # ESTE VOU FAZER DE TUDO PARA NÃO PERDER!!! :)




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adorei, e vou partilhar..

Uma vez mais a sabedoria do 'nosso' Pessoa, completamente intemporal e sábiamente sábio...

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia! E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

So true ...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

11ª Festa do Cinema Francês | "Formidable!!"

Infelizmente só tive oportunidade de ver dois (dos vários) filmes que gostaria de ter visto..
Mas deliciei-me com os que vi :) e ri muito também :)

Se tiverem oportunidade, não deixem de ver!!

"Le petit Nicolas"


" L'arnacoeur " _ c/ Vanessa Paradis