Vale a pena ver
castelos no mar alto
Vale a pena dar o salto
pra dentro do barco
rumo à maravilha
e pé ante pé desembarcar na ilha
Pássaros com cores que nunca vi
que o arco-íris queria para si
eu vi
o que quis ver afinal
É tão bom uma amizade assim
Ai, faz tão bem saber com quem contar
Eu quero ir ver quem em quer assim
É bom pra mim e é bom pra quem tão bem me quer
Vale a pena ver o mundo aqui do alto
vale a pena dar o salto
Daqui vê-se tudo às mil maravilhas
na terra as montanhas e o mar as ilhas
Queremos ir à lua mas voltar
convém dar a curva
sem se derrapar
na avenida do luar
S. Godinho
» Belas recordações me trazem esta música... :)
Como diria o Manjerico "..soia toia soia.."
quarta-feira, 11 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
american[female]ICONS
A propósito do dia da mulher, a revista americana GLAMOUR decidiu seleccionar ilustres convidadas, para uma produção fotográfica a titulo de homenagem às ilustres mulheres que se transformaram em icones da história americana, e não só.
Não que eu pese muito esta data, bem como outras semelhantes [o dia da mulher é sempre que nos apetecer homenagear as mulheres da nossa vida e a importância que têm para nós.. não necessita de um dia estabelecido para o fazer] .. Achei a ideia interessante e a intenção nobre. Fez-me pensar que teria sido agradável algm ter pensado em algo semelhante para honrar os nossos icones femininos portugueses... apesar de tudo que 'a má lingua' diz..
o que é Nacional (foi e ainda) é BOM!
(quem sabe ainda surge um post acerca disso) :) eheh
Não que eu pese muito esta data, bem como outras semelhantes [o dia da mulher é sempre que nos apetecer homenagear as mulheres da nossa vida e a importância que têm para nós.. não necessita de um dia estabelecido para o fazer] .. Achei a ideia interessante e a intenção nobre. Fez-me pensar que teria sido agradável algm ter pensado em algo semelhante para honrar os nossos icones femininos portugueses... apesar de tudo que 'a má lingua' diz..
o que é Nacional (foi e ainda) é BOM!
(quem sabe ainda surge um post acerca disso) :) eheh
"7 Decades of Rule Breakers, Risk Takers & Style Makers" by: Gmlamour magazine
» Boa Semana!
quinta-feira, 5 de março de 2009
menos é MAIS!
[Ainda acontecem coisas que me surpreendem! :) _e ainda bem que sim]
Após ter expressado o meu 'apreço' pela máxima 'less is more' num post anterior, 'tropecei' num artigo da REVISTAÚNICA do jornal Expresso, que nos situa sobre a sua origem e enfatiza o valor de ser 'Mini' na sociedade actual, bem como o conceito brilhantemente defendido por Mies Van der Rohe.
"nunca a filosofia-base do minimalismo esteve tão próximo da realidade quotidiana. Reduzir a arte à sua essência é como viver hoje com os mínimos recursos. A máxima de Mies van der Rohe, o pai do minimalismo no domínio da Arquitectura. Serviu de base à sua filosofia de construção simples, despojada, limpa, reduzida na utilização de materiais e assente nas funções essenciais de cada edificio que desenhava. "Menos é mais", dizia. O que significava, sobretudo, que cada estrutura necessitava apenas de dois elementos fundamentais: 'pele e osso'. A ideia, vinculada de década de 40, não podia ser mais actual nos dias de hoje, estendendo-se não só à arquitectura e ao design, a que deu novo fôlego, mas a toda a filosofia de vida em tempo de crise. Os parâmetros estéticos preconizados pelo arquitecto alemão não surgiram isolados. Nas primeiras décadas do séc. XX, Le Corbusier e Walter Gropius já desenvolviam e punham em prática teorias semelhantes, às quais Mies van der Rohe não estava alheio. O conceito era também partilhado por artistas plásticos como Piet Mondrian. Mas o amadurecimento do conceito e a sua interiozação plena pelas várias comunidades criativas acontece nos anos de 1960 e 1970. Os EUA, acolheram Van der Rohe em 1937, reagiam contra a subjectiviade e emotividade que caracterizava o expressionismo abstracto dominante na década anterior. Tudo o que era acessório estava a mais. O supérfulo deixava de fazer sentido. O adorno transformava-se numa espécie de obscenidade. (...)
A arte minimal é despojada, prescinde do acessório, recusa o supérfulo. "
» artigo, REVISTAÚNICA do Jornal Expresso, 28.02.09 por: Alexandra Cabrita
Este conceito parece-me muitissimo adequado à realidade que vivemos no presente. Concordo em pleno com as palavras da autora do excerto que vos apresento. Nesta atmosfera de contenção, onde todas as conversas entre familiares ou amigos acabam inevitavelmente no tema: 'CRISE'! A estratégia que nos resta será mesmo a de reduzir ao máximo os excessos, limitar a nossa existência ao que realmente é indispensável, e estar atento às oportunidades que destas necessidades surgem. Oiço muitas vezes dizer: 'tempos de crise, são também tempos de grandes oportunidades' ... confesso que tenho um pouco de dificuldade em vislumbrar esta perspectiva na sua totalidade, tlvz levada por um certo pessimismo! Mas não será tlvz essa mesma perspectiva que distingue quem realmente sobrevive e re-ergue das cinzas em tempos como estes? procuro estar atenta e tento combater o pessimismo! pois acredito que haja um fundo de verdade nisto tudo! Vivemos numa cultura de consumo, o que dificulta esta abordagem como tentativa de melhorar a qualidade de vida, reduzir gastos, ultrapassar da melhor forma a crise global que se instalou. Desenvolvemos hábitos, vícios muitos deles supérfulos e dispendiosos, com os quais nos acostumámos a viver e que nos ludibriam, fazendo-se passar por 'indispensávéis'. Perante esta realidade, a filosofia do 'less is more' não podia ser mais adequada à realidade destes tempos! Vivermos centrados sobre a essência das coisas e do mundo, das suas reais necessidades é talvez a melhor resposta.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
tHis time Of the year reminds mE ...
não só faz parte da minha (nossa) cultura.. como é inevitavelmente, uma das inúmeras memórias da minha infância...há não muitos anos atrás, ainda era uma criança.. e esta altura do ano era marcada pela ida ao carnaval mais antigo do país (loulé), íamos ver os 'cabeçudos'; apanhar os rebuçados e saquinhos de serradura, que nos eram 'atirados' dos carros alegóricos.. dançar, rir e saltar...
Mas, antes de tudo isso o caminho era percorrido com ansiedade. Era um caminho, todos os anos, brindado com pequenos 'mantos' brancos que pairavam na palnície à beira da estrada... muitas vezes acompanhados pelo cheirinho a terra molhada (que a mãe adora).
Os anos passaram, o carnaval e o 'crescer' deram lugar a diferentes formas de o festejar, embora sp com o rigor da ocasião. Hoje, sempre que vejo uma amendoeira em flor, recordo esses tempos e esse caminho que percorria... o carnaval da minha infãncia :)
Mas, antes de tudo isso o caminho era percorrido com ansiedade. Era um caminho, todos os anos, brindado com pequenos 'mantos' brancos que pairavam na palnície à beira da estrada... muitas vezes acompanhados pelo cheirinho a terra molhada (que a mãe adora).
Os anos passaram, o carnaval e o 'crescer' deram lugar a diferentes formas de o festejar, embora sp com o rigor da ocasião. Hoje, sempre que vejo uma amendoeira em flor, recordo esses tempos e esse caminho que percorria... o carnaval da minha infãncia :)
Espero k se tenham divertido!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
AllegOria [acto IV]
- Já sei! Podias podias dar-nos boleia para longe daqui. Conseguirias passar a tempestade. És um golfinho e os golfinhos são muito bons nadadores. E são inteligentes também. Aposto que sabes, exactamente, onde há terra.
- Eu podia faze-lo, mas não o farei.
- Porque não?
- Porque quando se dá um peixe a um homem, da-se-lhe alimento uma vez. Quando se lhe ensina a pescar, da-se-lhe alimento para toda a vida. É por isso. (...) Só as posso ajudar ensinando-as a ajudarem-se a vós próprias. (...) Algumas pessoas têm que bater no fundo antes de estarem dispostas a aprender a salvar-se. E, mesmo então, algumas não se arriscam a tentar. (...) A única segurança duradoura é a segurança de sabermos que podemos tomar conta de nós próprios. (...) Acalmar a mente face à turbulência é uma lição dificil de aprender mas importante. Raramente nos sentimos em paz, se a paz depender sempre de nos encontrarmos em mares calmos. Ajuda concentrar no que se pode fazer em vez de no que não se pode fazer. (...) O mar e a vida têm muito em comum. (...) A Natureza é muito generosa para os que obedecem às suas regras simples. (...) Qd se vive em harmonia com a Natureza, a vida corre. Conseguem sentir isso?
- Sim, sim. Sinto! - gritou Vicky. A chuva fina parou, as nuvens escuras abriram-se e o sol apareceu a brilhar. - Olha um arco-íris! - disse Vicky, entusiasmada, olhando para o céu aberto entre duas braçadas. - Estou tão contente por aquelas nuvens escuras e aquela chuva se terem ido embora.
- É preciso haver sol e chuva para fazer um arco-íris, Vicky. - notou Dolly.
- Facto que vale a pena recordar. (...)
- Podes dizer-me se devo nadar para o arco-íris por alguma razão especial? - perguntou, hesitante, a Dolly.
- Porquê procurar respostas nos outros quando elas estão no nosso próprio coração?
A mente recordou-lhe o tempo em que se sentia atraida pela árvore do monte para além dos jardins do palácio. Fora no dia em que necessitara tão desesperadamente de encontrar Doc. E ele estivera lá. Agora precisava encontrar terra. Estaria algm a tentar dizer-lhe algo? Olhou mais uma vez para o arco-íris. O seu coração começou a bater enquanto os olhos se fixavam na faixa vermelha. Era da cor exacta das suas amadas rosas!
- É aquele caminho que vou seguir - anunciou a Dolly.
Naquele momento surgiu ao longe um pedaço de terra. Vitória ficou espantada. - De onde surgiu aquilo? Não estava ali antes!
- Estava sim replicou Dolly.
- Então, porque é que não conseguia ver?
- Porque o receio e a dúvida tornam-nos cegos para o que é óbvio.
- Queres dizer que esteve sempre ali mas eu não conseguia ver por ter demasiado medo?
- Sim. E duvidaste da resposta do teu coração.
- Não compreendo. O doc disse, uma vez, que eu não conseguia ver o caminho da verdade porque não estava preparada para o ver. Tu dizes que não vi a terra por ter demasiado receio e estar cheia de dúvidas. Assim, não é o facto de não estarmos preparados ou de termos receio e dúvidas que nos torna incapazes de ver?
- São ambos. Quando se tem receio e dúvidas, não se está preparado. (...)
- Teremos saudades tuas, Dolly - exclamou a princesa.
- Teremos saudades tuas, Dolly - exclamou a princesa.
- Aqueles que levamos no nosso coração estão sempre perto - disse Dolly, pestanejando. - Lembrar-me-ei sempre de ambas. (...)
O mar estava calmo. Acolhedor. Cheio de esperança. (...) Uma súbita vaga de energia invadiu-a e uma sensação de paz percorreu-a tal como as suaves ondas nas suas costas.
O mar estava calmo. Acolhedor. Cheio de esperança. (...) Uma súbita vaga de energia invadiu-a e uma sensação de paz percorreu-a tal como as suaves ondas nas suas costas.
... [continua]
In: "A Princesa que acreditava em contos de fadas"
Marcia Grad, Ed. Presença
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
sabedoria ...
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luiz Vaz de Camões
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luiz Vaz de Camões
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